Bolovo de charque e pastel de moela: o bar de Pelotas que misturou boteco e memória afetiva

Em Pelotas, o Bar Amizade entrou na rota dos endereços que mexem com comida de boteco sem largar a identidade local. O cardápio traz bolovo de charque, pastel de moela com queijo colonial e, em breve, pastel de feijoada.
A ideia do bar é pegar referências de casas tradicionais de outras cidades, principalmente do Rio de Janeiro e de São Paulo, e adaptar as receitas ao gosto e à memória pelotense. A porção de polenta com carne de panela, por exemplo, nasceu de uma inspiração no Bar da Gema, no Rio, mas ganhou outra montagem na versão servida em Pelotas.
Um bar com cara de casa
O Bar Amizade completou um ano de funcionamento em 15 de setembro. À frente do negócio está Fabiano Luiz da Silva, de 45 anos, porto-alegrense que chegou a Pelotas em 2013 por causa das oportunidades ligadas ao Polo Naval de Rio Grande.
Depois de não avançar no plano profissional inicial, ele foi para a área comercial, mas manteve a vontade de tocar um negócio próprio. A proposta do bar segue essa linha mais acolhedora, com atendimento próximo e ambiente intimista, daqueles em que o dono conhece parte da clientela pelo nome.
Pelotas também entra no prato e na parede
Além do cardápio, a memória da cidade aparece na decoração. As paredes reúnem referências a estabelecimentos, artistas e manifestações culturais de Pelotas.
Entre as lembranças citadas por Fabiano estão bares como a Gruta e o Liberdade, este último associado também ao chorinho. O resultado é um lugar que tenta fazer a botecagem conversar com a história local sem perder o pé no improviso gostoso do balcão.

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